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As Estrelas e as Fidalguias

As estrelas
que bom que é vê-las
quem disse que nós somos delas,
donzelas vadias
que um dia virão

As cerejas
que bom que não sejas
a dor de uma vida por elas
panelas vazias
não te servirão

As quermesses
se é como padeces
por nós que não temos mais preces
pareces querer
de alguém o perdão

As finesses
que bom que não esqueces
fazer como se não soubesses
mereces temer
o vigor da ilusão

Utopias
que bom nesses dias
bem-vindas as más companhias
sombrias, descalças
nos alegrarão

Malaquias
com mil alegrias
que bom todas as fidalguias
esguias e falsas
sobreviverão


Rio, 09/08/1995
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 30/08/2006
Código do texto: T228546

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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