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Tzu

O Poeta-Dragão
some no vácuo do bosque.
Não há marcas de rastros,
nenhum som,
nehum aroma.

Por onde ele vai
vai o meu passo,
e sem saber onde ele passa,
sei que passou seu passo.

O que ele escreve é claro,
porém eu não o apreendo.
O que eu escrevo é obscuro,
no entanto ele me compreende.

Lendo o que ele não escreveu,
aprendo a ler sem palavras.

Eu nada fiz -
nem eu,
nem ele,
nem ninguém...

O verde fugaz
do lago de jade
estremece ante sua
passagem,

Nem o abismo do Ser
contém os seus passos,
nem o vazio absoluto
da inerência das coisas
pode mantê-lo.

Eu tentei avistá-lo, Li Bai...
Li Po, entre vinhos, luares e nuvens,
onde estaremos agora?
ErlKoenigKunstler
Enviado por ErlKoenigKunstler em 06/09/2006
Reeditado em 13/07/2009
Código do texto: T233751

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Sobre o autor
ErlKoenigKunstler
Santo André - São Paulo - Brasil
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