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OLHO DE REI


Acho desagradáveis as dores do mundo,
Olho flores e os prados
Só sinto o que é sucinto.
Será cegueira ver a miséria
E enxergar o mais lindo do mais lindo,
SÓ porque não tenho a posse da matéria?
Aqueles que vêem e ficam calados,
São pássaros alados
Que vêem o infinito mais infindo,
Soltando seu grito sagrado o mais profundo.
Se não vêm, pois não sentem,
Se não sentem, pois são eles mesmos?
Quem dera ser um pássaro sem penas,
Mas carrego as minhas penas
E ando ao largo porque tenho que pagar,
Custa, mas pago.
Não me assusta ver o que já vi,
Ver os escombros que trago;
É a reconstrução do que construo,
É o renascimento o reconstruir.
Quem sente amor
Sem sentir dor?
Quem não tem medo
Sem ter segredo?
Eu calo, porque o paradoxo existe.
Tudo mente tudo mente...
Na lógica de quem não sente
E sente medo do susto de amar.

WalterBRios

23 de setembro de 2006

Walter BRios
Enviado por Walter BRios em 25/09/2006
Código do texto: T248810
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Walter BRios
Salvador - Bahia - Brasil, 61 anos
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Walter BRios