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CONTRA-SENSOS


Quando o tronco se agigantou
diante do firmamento
contra a própria raiz blasfemou
imponente e sem sentimento.

Quando o ouro ao palácio chegou
brilhando em seu pedestal
a terra que o produzira, indagou:
o que fazes aqui? Volte ao seu lamaçal!

A seda brilhou na aparência
e na pompa da festa disse à lagarta,
ignorando quem lhe trouxe a existência:
de ti, larva mesquinha, estou farta!

E quando a pérola fulgiu soberana
esquecendo da ostra em que se criara
acusou-a de ingrata e tirana
não querendo mais quem tanto a amara.

E então o arco-íris todo enfeitado
acusou o sol de lhe roubar a luz
orgulhoso, por todos era admirado
blasfemando contra quem ainda o conduz.

E tu, Criatura Humana pensante
inteligente, cientista e diplomado
lembras de tua origem divina e errante?
Dos filhos do Universo és o mais amado.
Rosa Dias
Enviado por Rosa Dias em 05/10/2006
Código do texto: T256588
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Sobre a autora
Rosa Dias
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil, 59 anos
39 textos (6675 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 02:40)
Rosa Dias