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Mate-me!




06-09-06


Diga que não quer que eu lhe escreva,
E eu não escreverei nada mais
Que cansou-se dessa minha idiotice, dessa minha pieguice
Peça-me para te deixar em paz, e assim eu o farei.

Mate os meus sonhos,
Dizendo que tudo não passou de uma mentira
Que todas as suas palavras e sentimentos, e nossa empatia
Nunca foram reais, não existiam.

Destrua a minha esperança,
Falando que já me esqueceu, que não pensa mais em mim
Que sua vida agora é outra, tudo mudou,
e você nunca mais voltará para mim.

Vaze meus olhos, e eu não olharei mais para você
Fure meus tímpanos, e eu não escutarei jamais a sua voz
Corte minhas cordas vocais, e eu não cantarei nunca para você
Castre-me de meu olfato, e eu não saberei qual cheiro você tem.

Corte-me as mãos, e eu não te farei carinhos
Arranque meus braços, e eu não te abraçarei
Decepe os meus pés, e eu não dançarei para você
Ampute-me as pernas, e eu não correrei ao teu encontro

Mas enquanto meu coração bater
Continuarei te amando, abençoando e agradecendo
Como faço todos os dias desde que você se instalou dentro de mim.
Então não percamos mais tempo... mate-me logo, amor!

E talvez assim, eu possa te acompanhar como um anjo,
Sempre te abençoando, desejando a tua felicidade, e te amando...
Edilene Barroso
Enviado por Edilene Barroso em 10/10/2006
Código do texto: T260702

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Sobre a autora
Edilene Barroso
Campinas - São Paulo - Brasil, 53 anos
192 textos (21457 leituras)
12 áudios (4784 audições)
5 e-livros (337 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 02:24)
Edilene Barroso