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O Guerreiro da Poesia

Sou o guerreiro da poesia
Mais forte que toda dor
Mais duro que todo metal

Vocês que transpassam com lanças envenenadas minha cerviz
Não sabem de nada que não sou feliz.

Construam quantos caixões de diamantes puderem
Visto não mais serei , sou a névoa.

Amem os seus orgulhos enquanto eu domo a solidão
E destrincho o futuro.

Minha armadura vem de uma corda só
O condor me compartilha a visão.

O Órion , o Morro e o Ônix são meus tesouros
Salto para Lua , para  Júpiter , acabo-me em Saturno

Me ama Vênus , crio oculto em Plutão
Alinho a dimensão dum camafeu-constelação

Vôolto até o submundo , mergulho num vulcão
Renasço em Canudos

E tudo que queria era destruir
Caravela européia por caravela
Genitores da senzala , da favela
E do genocídio ameríndio

Mas vocês me abandonaram
Me entregaram ao ódio , tomei todo ópio...
Não me entorpeci
Nem pensei em amor próprio

Se estou aqui
Não há como fugir do ócio
Do osso que é só meu
Do tutano que é só meu

Fico para lutar , para resistir
Para morrer se for a morte
Fico porque amo a liberdade
Que nunca vocês me ensinaram o valor

Fico para nunca mais ver as faces
Que jogaram minha alma para os ares ,como dados.

Mas tenho muito mais do que seis lados
Sou infinito no espaço do meu verso

Pensam os que não pensam :

Já não há mais homens sobre a terra
Só consumidores sobre o globo
Um rei e milhares de bobos

Me enforcar em breve já não podem
E lamentarão no dia em que perderem
Os cifrões de seus corações
Ritual
Enviado por Ritual em 03/11/2006
Código do texto: T280705
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Sobre o autor
Ritual
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Ritual