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canoa emborcada

quase uma cama d’água
me assustei com a culpa do sal
em mim
não digo assim que não fui
pro meio do mar
sozinho
não rio do meu calafrio
no rio
é que eu tinha de estar
no meio dos peixes brincar
entre uma e outra conversa
que eu teria com o anzol

canoa emborcada pra cima
cambraia que me alucina
enxergo suas coxas revoltas
cetim, a película da água
na qual ela nada e folgueia
zombando da lua cheia
mas não
existe sereia no rio
só o frio da imensidão
da noite que cala e consente
que eu me encontre ausente
de mim é que não surjo mais


Rio, 09/06/2006
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 23/11/2006
Código do texto: T298734

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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