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o jabuti e o lenço

fugazes não somos,
mas quase inventamos
cruzamos a ponte
do desengano
do lado de lá
espera ansiosa
a brisa da prosa
que diz que o carteiro
num tiro certeiro
não tarda a chegar
não tardo a chorar
pensando em alguém
que nunca me vem
engulo o soluço

não vou me sentar
eu pego meu trem
antes que o além
me venha acudir
não posso ouvir
o muxoxo no mato
o olfato imedido
não posso sentir
metido e atrevido
vem o jabuti
que olha pra mim
e me acena com o lenço
não tendo incenso
me ponho a chorar


Rio, 14/06/2006
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 01/12/2006
Código do texto: T306322

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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