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Des(a)tino

Porto que navega
a procura de navio seguro
por tantas marés inconstantes

Horizontes
são verticais abandonados
deitados entre o céu e a terra
exangue ao encontro de uma elisão

Deste opróbrio sentí degraus
galgando amor a passos prontos
de encontro a rapsódias no azul do céu

Vago por estepes fendidas
deste devaneio às escuras folhas
em sobras do nada

Alma crispada fundo e mais que profundo
ao momento em que transita imobilidade
pisando nesta terra que me descalça o peito

Ouço o cantar de cabelos soltos ao vento
alvéolos e refletores dançam ondulantes
Eu, que já me farto de eões,
suaviso-me embebendo-me taças de céus transparentes

Sonhos banqueteados nas lágrimas isentas de tristeza
ao ouvir nome como despertar fôra
da única tormenta que já não aquiesce
este ombro pesado em balanças e lembranças
leandro Soriano
Enviado por leandro Soriano em 07/07/2005
Código do texto: T31858
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Sobre o autor
leandro Soriano
Santos - São Paulo - Brasil, 59 anos
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leandro Soriano