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O NADA**

Antes de existir tudo
havia o nada,
mas o nada ainda existe,
apesar do tudo.

O nada não é visível,
por isso ninguém o nota,
mas coexiste com tudo.

O nada só se ausenta
quando tudo virá caos.
Aí o nada sucumbi
e o tudo vira nada.

O nada é ausência,
o que dá base à existência.
Para tudo existir
é preciso começar do nada.

Aprisionar o nada
é tudo o que homem quer,
para tanto constrói
casa, pote, vasilha...

E quando isso executa
nota que o nada
é tudo o que precisa
para o que fez ser útil.

Ou para que valeria
casa, pote, vasilha...
Se não fosse o nada
aprisionado entre paredes.

O nada é a base de tudo,
é o que dá possibilidade,
é o que torna tudo útil.

Mas o nada se torna raro,
já que o homem quer
tudo ocupar ou construir.

O certo talvez seria:
preservar o nada,
dar possibilidade,
desocupar,
desobstruir a paisagem.

Ou, se nada disso for possível,
construir sem poluir,
fabricar sem destruir o ar.

Pois o ar poluído
é fatal pra acabar com o nada.
O ar puro é onde o nada
tem guarida,
quando tudo lhe toma o lugar.

Você não entendeu nada?
Então você está repleto de tudo.

cp-araujo@uol.com.br
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 12/07/2005
Reeditado em 21/10/2006
Código do texto: T33440

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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