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EXPLODA**

Não quero nada aprovar.
Provar a vida me basta.
Queria quando, queria muito
entender o que,
onde está o sentido de existir.
 
Não vou vencer,
não quero derrotar,
não é preciso,
não é exato,
ninguém precisa perder
para o outro ganhar.

Vou me doar ao dia.
Tranqüilo.
Ser certo é bonito
Levantar cedo, ceder,
ser uno, coeso, inteiro.
É ótimo ser bom,
ter o dom da claridade.

Não vou conquistar o mundo,
que ele me espere com seus dragões,
que exploda seus vulcões,
que rompam os terremotos,
que soltem seus leões,
um a cada manhã.

Não quero nada provar,
ser menos ou mais,
ou ser 100% racional.
Deus, bastante em si,
distribui-se a todos
a quem crê ou descrê.
Pra mim me basta
o sol, a chuva,
o perdão pelas heresias
e o pão. E se não tiver
que se busque onde tiver estocado
E se mude tudo.

Não sou livro aberto,
estrada reta.
Torto, me busco e me alcanço na curva.
Para o ocidente me oriento,
senhor de mim não me conheço
e a cada dia me revelo.
Eu sou o que é e será
segundo após,
segundo penso.

Planto se chover.
Colho de der.
Meus pensamentos são nada,
são só ações adolescentes,
inconseqüentemente me exploro a exaustão.
Colocar um ponto final é duro,
mas é preciso e necessário.
 

cp-araujo@uol.com.br
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 12/07/2005
Reeditado em 21/10/2006
Código do texto: T33466

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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