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VERSOS LIVRES PARA A MUSA PRESA...

Foi nesta praia, numa tarde amena,
cheia de encantos e sutis belezas,
que esvoaçante qual gentil falena,
a mim chegaste prenhe de certezas.

O mar trazia deslumbrantes cantos,
que ressoavam acolhedoras liras.
Eram teus versos de sutis encantos,
saudades só, que ao triste bardo inspiras!

O vento fresco balançava as flores,
que, indiferentes, perfumavam os ares,
as ondas vinham nos lembrar frescores,
acalentando os sonhos milenares...

Foi um minuto uma existência inteira,
que eternizou uma paixão infinda.
E esta magia da impressão primeira,
inda acalenta esta saudade linda.

E eu te vi como te vi na origem,
por entre estrelas habitando o céu.
Eras do Olimpo a mais perfeita virgem,
que eu, perdido, procurava ao léu.

É nesta praia, nesta tarde amena,
que esta saudade qual gentil falena,
traz-me teus versos evolando flores!
E dentre elas diz a rosa em segredo:
Vem, poeta, me colher deste degredo
e enfeitar o jardim de nossas dores!
Nelson de Medeiros
Enviado por Nelson de Medeiros em 29/07/2005
Reeditado em 07/08/2005
Código do texto: T38787

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Sobre o autor
Nelson de Medeiros
Cachoeiro de Itapemirim - Espírito Santo - Brasil
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