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DEZENOVE MINUTOS DE INTROSPECÇÃO

Com a vossa permissão me aproximo
De vosso coração e muito me animo.
O momento é este, justo agora
Que me ponho de joelhos, amando;
E por isto, sinto paz em meu ser. Fico observando;
Venho a vós pedir-lhes perdão nesta hora.

Perdão pelas coisas erradas que venho praticando.
Com muita fé oro aos senhores. Ao menos venho tentando
Colocar-me verdadeiramente arrependido.
Ao Senhor Jesus Cristo grato por tudo
Peço-lhe ainda, por mais esta vez piedade contudo
Sim, piedade..... por não entender o que tens sofrido.

Pelos meus pecados tão vergonhosos não sei o que dizer
Porque me inibe lembrar, por me condoer
Dá maioria das vezes venho a senti-lo a todo instante
Como estou necessitado, agora.
O que seria muito fácil a vós sair fora.
Não fazeis, por seres amável, e, contagiante.

Está próximo mais uma data magna de saudade
Que nós reverenciamos com fervor e humanidade.
Comemoramos teu nascimento
Esquecendo na maior parte das vezes que o Senhor
Nasce e renasce, dentro de nós no olor
De todo instante e dia que vivemos, sem tormento.

Não sabemos a diferença do bem e do mal
Não sabemos avaliar o quão profundo é este aval.
Senhor Jesus, faça-nos entender o vosso mando,
O vosso carinho, a vossa afabilidade por nós.
O que mais me constrange normalmente a sós
É esta inconseqüência, este desligamento me adornando.

Que custaria praticarmos o bem
Tão próximo, ao alcance de todos como ninguém.
O que fazermos Senhor  ?
Ajude-nos por favor ...... só isto pedimos
A vós que nos destes a divindade de sentirmos
Amor e tudo mais. Ah Senhor ! Deixa-nos saborear este sabor.

Ao Senhor Papai Noel, também sou obrigado
A pedir-lhe perdão ..... lembro seu agrado.
Nesta época lembro-o com todo carinho,
Será que não deveria lembrá-lo todo ano Senhor  ?
Isto que penso viver pregando o amor  !
Para isto não consigo jeitinho.

A verdade é que sou egoísta, que no fundo
Só gosta mesmo é de ganhar presentes de tudo.
Devo ser como eles que acreditam
Que como está deve ficar;
Em nome do amor à Deus, Jesus e Papai Noel, preciso de ar.
Eis que estou novamente na vida, mo digam ......

Compartilhando passo a passo, lento e macio;
O meu amor por vocês, a eles, a natureza com muito brio.
Agraciado por Deus, Jesus Cristo, Papai Noel, pra que mais  !
Vejam ! Recebi a condição renovadora
De ceiar a mesa a cada dia que se passe acalentadora
Desta vida maravilhosa que duvidaria jamais.

Por isto e mais, vejo chegar um novo Natal,
Um Ano Novo se aproximar; viajante que tal  ?
Vejo também este novo horizonte raiar santificado
Mesmo com chuva, vento, energias estonteantes
Contrárias aos nossos interesses edificantes.
Lembro que nos foi dado mais este dia glorificado.

Isto para que, pudéssemos praticar o amor.
Orarmos e agradecermos ao todo poderoso com vigor,
Esteja onde estiver ......
E o mais lindo  ! Sei que está dentro de nós esta aliança
Ou não está  ?  Acredito termos confiança
Venha de onde vier.

Tenho guardado vosso santo nome
Sem que hajam qualquer ditame,
Portanto, me resta excuzar-me com alegria
E na divina graça que sois possuidor
De agradar a nós, Deus e Jesus Salvador.
Peço-lhes licença, e vou a luta, aleluia  !

Agradeço a todas pessoas, aos amigos “ perto ou longe ”
Aos amigos da Empresa, o que nada me constrange
Aos que conviveram comigo a cada caminhada
Do início aos dias de hoje “ o meu amor ”
Aos amigos da Região. Ah ! Como lembro o suador
Nas primevas auroras de minha nova jornada.

Estavam sempre presentes. Que saudades  !
A cada vez que enfrentava dificuldades.
Ah ! Se vocês soubessem a felicidade que vive
Este coração por ter contado
Sempre com vocês, não esqueço o tempo amado.
“ não esquecerei jamais à todos ” e por onde estive.

A todos que torceram, vibraram a cada sinal
De melhora que este rude corpo apresentava deste mal,
Gostaria imensamente de abraçá-los pessoalmente
Nesta oportunidade, e que soubessem que sempre empreguei
“ o amor ”, e que caminho com ele, desde que cheguei.
Certo estou, de amá-los fraternalmente.

Para aqueles que furtaram estupidamente “ meu amigo ”
E a mim “ aleijaram ”, saibam, pensem comigo;
Saibam ..... Jamais passou em minha tela mental
Maldizê-los em qualquer segundo de minha existência
Pós acidente, pois é preciso paz e sapiência
Porque do contrário, não entenderia meu amor ao transcedental.

Só não consigo entender .... como foram egoístas
“ entre ferragens ” e “ corpos mutilados ”, só mesmo artistas
Para não se compadecer. Céu e noite estrelados
Para tristeza das minhas recordações
Como testemunha daquele ato de traições
Do abandono. Que coragem ! Ficamos estatelados.

Provávelmente, o orvalho impregnado no capinzal
A minha volta, a nossa volta, naquele quintal
Enorme de esperanças “ nos fariam revigorar ”
Mas não ! Mais uma vez o egoísmo, a feiura
Tomou conta das pessoas. Nos deixaram sem ternura
Atirados “ a nossa sorte ”, sem ao menos orar.

Lembro que naquele horror; alguém,
Colocou minha cabeça em seu peito como ninguém.
Madrugada fria e calculista, me acalentou
E isto sim, me faz amante da natureza
“ de tudo ” da minha vida, e digo com certeza ......
Como amo o momento, pois é o amor que ainda restou.

Por gostar tanto de amor, não sei como agradecer
As pessoas, aos animais, aos seres neste entardecer
Ao meu amigo de lugar, São Sebastião do Passé,
Feira de Santana, Catu, o meu perdão
Por falar em seu nome, do contrário como direi então  ?
Nestes momentos sinto emoções nas canções de Jessé.

Quando as emoções partem de meu coração
É porque não consigo controlar minha ação
Mesmo que viva para o amor.
Meu amigo não está mais entre nós
Partiu para o além, mas que escute minha voz
Bastará. Não sei para onde foi. Sinto uma grande dor.

Só sei mesmo que mesmo que fale de amor
Em nome do amor, eu sinto saudades daquele viajor
“ por aquela vida ” não consigo entender
Como sou, era para me revoltar, e empregar
A lei do “  olho por olho, dente por dente ” brigar;
“ não consigo ” talvez seja até um covarde neste dizer.

Não se preocupem “ os outros ” não se assustem,
Já os perdoei, se é que tenho este direito. Me garantem
Outros ainda que não deveria
Ser assim com eles. Prefiro colher flores
Com toda a tempestade que caia nestes rumores.
Gosto tanto quando falo de amor, ensejaria .....

Porque amar, é renascer a cada instante
Amar “  é estender a mão ” o coração mais importante
É doação, por isto e muito mais, adoro sentir.
Quando falo e pratico o amor, sinto de perto esta sensibilidade.
E como sou feliz, ver as pessoas envolverem-se nesta igualdade
Neste simples ato de amor e se deixarem consentir.

O amor está em mim, em você, é fácil, inale ar,
Vamos pratique-o ! Quero continuar,
Minha caminhada em nome do amor. Que tempos surgirão  ?
Estarei acalentando esta esperança.
Sou felicíssimo pelas vezes que encontro nesta andança
“ um sorriso, o bater nas costas, um aperto de mão. ”

A esperança de ver você melhorar “ deste mal-físico ”. Se condoem
Meus amigos, irmãos de caminhada, nada disto se constroem
Sabedorias plenas em nome do amor.
Meus amigos, irmãos de caminhada aqui estou
Graças as “ bênçãos de Deus e Jesus ” e vou
Em nome da esperança. A esperança me indica amor e vigor.

Ao comemorares as festas de Natal e Ano Novo diante dos mares,
Lembres que me lestes “ e quando te acontecer ” de amares;
Lembres que estás a um passo, e, “ os teus carinhos ” ausentes
Pelo semelhante, leva teu abraço carinhoso
As crianças abandonadas, aos velhinhos carentes, manhoso;
Carentes de amor, e nem tanto de presentes.

Gosto tanto quando falo aos meus semelhantes;
Porque quando lhes falo, enxergo seus semblantes,
Falo ao amor, porque falo.
Desfruto o amor e prego o amor nos momentos
Maiores da vida, é como se ....... ventos,
Precisassem de mim, é como ...... enfins, me calo.

Parece até que minhas palavras, meus amores,
Pensamentos , viessem a solucionar estes rumores.
Viessem solucionar problemas outros, os meus.
Este ego embebido de amor acredita, consegue, vibra,
No espelho do último orvalho desta manhã, com fibra
Sentir o perfume e a grandiosidade dos sonhos seus.

Rosas de muitas cores “ neste jardim ”
Me amainam, sensibilizam-me e sinto em mim
Lindos acordes violonísticos,
Que chegam à meus ouvidos.
Canções de cítaras, em agradáveis trinados
Anunciando maravilhosos e brandos cânticos.

Gosto tanto quando falo de amor, porque ao falar
De amor, me é dado o direito de desfrutar
De um novo entardecer, e, eu me lembro “ desta canção ”,
Que gosto tanto quando sinto carinho,
Porque quando sinto carinho é porque dei carinho,
Recebi carinho, e assim, só mesmo esta sugestão.

Realizo, construo alguma coisa na paz
Porque o “ amor ” me faz realizar, e isto me satisfaz.
Recebo, porque dou em nome do verbo amar.
Quando falo no amor,
Quando falo no amor ......
Ah ! Vislumbro que sou momento pra se guardar.

Isso tudo me faz gostar, cada vez mais amar,
De pensar no amor, e contigo caminhar.
A tarde já vai alta, o sol explendoroso
Minha natureza “ pedaço de mim, de você pedaço ”
Gosto tanto de você, mesmo com este cansaço
Que sinto viver pra você esperançoso.

Porque quando falo de amor por estes “ agora ”
Poderá ser amor ao lápis, a caneta, por outrora,
Pelo papel, há agora o “ momento ”, ao ar
“ que me dá a vida ”
À você que  no fundo me convida
Que me ama, escuta, lê para que no final possamos prosar.

Não devamos dar vez a pensamentos atrozes,
Coisas enganosas, sem vida sem vozes.
Quando falo a natureza, invoco teus segredos
Vejo se aproximar a noite de mansinho ........
E eu por aqui, sei que estou amando a meu jeitinho
Por amar o momento com todos seus enredos.

Natureza somos todos nós, num amor maior
Numa dádiva uma. Tenho um lápis para acariciar neste suor
E lembrar que sem ele, não posso rascunhar
Palavras ao amor, como faria  ?
Provávelmente só com o coração você me diria
Pense ....... enxergue com os olhos do coração, preciso caminhar.

Novo dia renasce. Já pela manhã tudo se apronta.
Debruço-me à janela logo que o sol desponta
Sentindo o ar fresco da manhã acariciando meu rosto,
Os pássaros lá no fundo, a gorgearem
Seus belos trinados a me encantarem
Afinadíssimos, pra todo e qualquer gosto.

Bach, Chopin, Listz, Paganini, Verdi, num só vilarejo
Amariam este requinte de ensejo.
Existe instante melhor do que este  ?
Será que sou um sonhador  ?
Experimente ! Ou serei um ganhador
De amor, neste ser que me veste.

Gosto tanto quando falo no amor, ao falar
No amor, e mal não faz. Que bom ! Preciso andar.
Do contrário .... Não posso acreditar
Um bem maior aproximar-se-a do meu e seu coração
“ e isto sim, estou convicto ” pra minha gratificação
Neste meu andar lento e mácio, é precio sentar.

Vou sugando caminhos, por aqui, por ali,
Vencendo-os, como se fossem amigos que vi.
De manhazita quando inicio minha reflexão,
Minha caminhada de amor, meu ser
Sente-se enternecido em poder ver
Nos olhos deles, coisas boas com exatidão.

Algo novo e brando em nome do amor recebo,
Sempre surge coisas maravilhosas, porque percebo.
Isto tudo é como se ....... Ah ! Estivesse ......
Estivesse diante da perfeição. Perfeição  ?
Falo aos meus semelhantes em que condição  ?
Aos seres vivos da terra, ah ! Se pudesse ......

Assim está escrito e assim devo praticar
Assim, me aproximo de “ Deus e Jesus ” e poderei caminhar.
Pare ! Pare tudo .... Agora é Natal. Será visível  ?
Mas pare tudo mesmo ..... Não faça nada ..... É difícil não é  ?
Nem tanto .... Escute ! Será que é  ?
Perceba sua respiração, se for possível ......

Já tentou escutar a melodia que os ventos carregam  ?
Ah ! É a coisa mais linda. Não tentou ainda ? Elas viajam
No seu interior, causando sinfonias sem par .......
Pois então tente .... Tenho fé, que me entendas.
Se tu encontrares, num outro dia até que se estenda
Este vigor, me contes o resultado no momento que chegar.

Quando parares, procures inalar
“ o ar mais puro que a vida te concede ” e inova .....
Pronto  ? Fale para você .... Pense comigo .....
Penses naquilo de bom que deixastes de fazer
Naquilo que deixei, no tempo que perdemos no prazer
Não praticando o amor real, quando o amor está dentro do amigo.

Sei que o amor existe, bem aqui  !
Dentro do meu e seu peito “ porque senti ”.
Existe nas minhas mãos, no meu pulsar, na minha alegria,
No meu chorar, no meu andar lento e macio, uma razão,
A procura quem sabe: de qualquer junção
Em nome exclusivo do amor, sem via.

Gosto tanto quando percebo que mesmo no fundo
Do lamaçal,  ainda poderá ressurgir o “ amor ” neste mundo.
Mentalize coisas boas a sua volta, não guardes rancor.
Para que tenhamos idéia do servir com amor, o irmão
Somos capazes de nos colocarmos “ de ante-mão ”
Diante da  “ P A Z ”, prostando-nos perante o amor.

Gosto tanto quando me falam de amor,
Porque quando me falam de amor
Sou acalentado pelo amigo sol,
Que transpassa as negras nuvens que aqui jaz
“ não menos amigas ” da madrugada que ficou para trás,
Afastando tenções que advenham da bela mary´s-sol.



" Meus versos são simples, se é que são versos....
São versos que faço como o coração ordena. Tudo em
nome do amor " em vosso nome " também para o espírito,
que entendo como um chamamento para a fraternidade.
De nada adiantará para mim e creio para vós,
se simplesmente estes versos forem lidos,
nós outros, " os escrevedores de versos ",
precisamos de vossa sapiência.

"  Escrevi o que escrevi, escrevi estes versos logo após
uma missa de Pascoa, que se realizou em nossa empresa.
No decorrer da missa, alguém, uma pessoa muito insensível
se dirigiu a mim, e questionou-me: porque chorava !
Disse-lhe que chorava de alegria.
A pessoa disse-me coisas do tipo, porque estaria eu chorando
de alegria se estava aleijado.
Aquilo me doeu muito. Por isto escrevi o que escrevi.
Aquela missa estava me dando muita saudades de um
grande amigo. O meu corpo e coração, carne, sei lá o quê ?
Estavam repletos de alegria, por estar ali vivo, mas também, muita
tristeza de haver perdido uma pessoa querida. Estava batendo
um grande aperto no meu ser, de saudades de SANDOVAL HERMES
CACERES MONTANHA.
Escrevi, em nome do amor, da saudade, falando de Natal, da Pascoa
que comungamos no  amor, de Jesus Cristo, de Papai Noel, falei simplesmente de amor.
Depois chamei um Boy, e mandei uma cópia para esta pessoa insensível
e realmente ela não entendeu nada.
Deixe pra lá...
Aquilo foi numa tarde logo após o almoço, de um dia qualquer, próximo a Pascoa, havia lembrado de Sandoval Hermes Cáceres Montanha, meu amigo, que foi acidentado junto comigo e acabou morrendo neste acidente. Taquipe – São Sebastião do Passe – Bahia – Pascoa de 1985 - mais ou menos - sei lá ....
tabayara sol e sul
Enviado por tabayara sol e sul em 24/08/2007
Reeditado em 25/10/2009
Código do texto: T622467
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Sobre o autor
tabayara sol e sul
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