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CAMÕES, EU E O LOBO.

CAMÕES, EU E O LOBO.

Na linda tarde de domingo.
No palco de Aracaju.
Explode da boca de um lobo.
Aquele real palavrão.
Que o idiota não poda.
Pois o resto que se fôda!

Camões ao lado enrubrece.
Espantado como eu.
O brado daquela revolta.
Que cala a sua e o meu.
Pra quem pediu e ouviu!
Cover...; è a puta que o pariu!

Um filme da Vera Cruz.
O intervalo anuncia.
Pra refazer o espanto.
Na tela dessa agonia.
Camões ao lado espreita.
Engendrando a poesia.

Brilhou então pedaladas.
Nos verdes campos da “Vila”.
Corriam pernas e a bola.
E o nome da mãe tão sofrida.
Deixou o autor aturdido.
Agora, estar tudo fodido!

Lobão cantava seu canto.
A digital do seu pranto.
Causava choro e encanto.
Na praia daquela cidade.
Naquela manhã de bordões.
Enquanto pensava Camões.

Eu te provoco estúpido!
Chamo pro duelo insano.
Eu quero entender esse plano.
Voltar a Guardalajara.
Sentir a poesia no peito.
Ouvir o  grito e o efeito.

Camões, Lobões e eu.
Nas pautas desse processo.
Num dia frio na Europa.
Que Kafka descreveu.
O avesso e o absurdo.
Onde a lùz brilhante nasceu.

A minha alma è única.
A tua  glória è deus.
A minha canção é a tua.
A tua  dor não doeu.
A minha estrada tortua.
A tua resplandeceu.

Por isso, canto o grito.
De livros, poesias jograis.
Ascende o espírito do homem.
No cântico de sábios portais.
Eleva a nossa mente.
Para universos reais.

Lobão, num show em Aracaju.
Honorato Falcon
Enviado por Honorato Falcon em 05/09/2007
Reeditado em 30/06/2011
Código do texto: T640092
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Sobre o autor
Honorato Falcon
Santos - São Paulo - Brasil, 71 anos
140 textos (3082 leituras)
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Honorato Falcon