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desconhecimento

pra quem não conhece a beleza do mar
pra quem não conhece as coxas de âmbar
tecido de pele igual ao cetim
da bela morena de orgasmos sem fim
pra quem não conhece as ruínas do Egito
e a luz do luar clareando o infinito
pra quem não conhece da vida o supérfluo
por ter preferido brincar com a criança
pra quem só conhece que tem a esperança
a cor da pujança dos campos floridos
pra que não conhece que lindos vestidos
acabam deixando a alma de fora
pra quem não deflora a surpresa da vida
achando que a sorte vem com a loteria
pra quem não conhece que tudo num dia
não tem mais valor que um monte de feno
pra quem não conhece senão o terreno que,
grande ou pequeno, cabia mais um
pra quem não conhece valor algum
naquilo que tem se alguém chora ao lado
pra quem não conhece senão o sertão,
não andou de avião e não tem conta em banco
pra quem não conhece que existe tamanco
que custa mais caro que batata doce
pra quem não conhece que se a vida fosse
o que ele queria, não tinha nascido
pra quem não conhece que vive esquecido
mas que é invejado por ser mais feliz

pra que não conhece o que o mundo diz
melhor é ficar sem nada conhecer...
             

Rio, 30/07/2007
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 11/09/2007
Código do texto: T647166

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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