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a cobra

the snake’s looking at you
the very way it could
but not the way it should (1)

sim, a cobra tá ali e te olha
mas nunca daquele jeito
que te parece  o melhor

mas ela te sabe de cor
ou sabe o que na pior
de alguma hipótese és

nas vezes em que disfarças
e olhas meio sem graça
pra forma e sola dos pés

como se procurasse
sombrio por algum enlace
que a terra tivesse contigo

ou que o mundo fosse hostil
tal como o sofá de vinil
que amenizasse o castigo

a cobra não é o perigo
a gente sabe que é assim
perigo é o que está em mim

nas fantasias que visto
nas coisas em que insisto
ou no sapato que calço

por isso ando descalço
mas nem por isso me acho
as pedras no chão não permitem

a cobra não move seu corpo
mas sua postura define
o que há no seu movimento

e tu pensas ter entendido
o que ensinou a razão
naquele breve momento


Rio, 18/09/2007


(1) a cobra está olhando pra você
      exatamente como pode,
      mas não como devia


Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 20/09/2007
Código do texto: T660205

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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