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POEMA DIFÍCIL


                                   POEMA DIFÍCIL



Quero acreditar em Deus, no meu…
No Deus da “revolução”, não O da fé,
Quero Aquele que faz e não O que prometeu
Quero O que fale firme e de pé,

E diga: Aqui estou, aqui estou Eu,
Não quero um Deus escondido,
Nem Aquele que sempre se escondeu,
Não quero O que me foi prometido.

Quero um Deus que “fale” e “ sente”,
Que “olhe”, “veja” e actue,
E que diga que não consente
Que a justiça não se efectue.

Não quero um Deus ausente, resguardado e sem tacto,
A viver nos labirintos da fé e da esperança,
Ou a habitar santuários do abstracto.
O meu Deus tem de estar presente e dar confiança.

Não quero um Deus que promete paz,
Para uma vida Além desta,
Quando, se quisesse poderia ser capaz,
De dar toda a felicidade da vida, mas nesta.

Se eu acreditasse neste Deus que (me) falam,
E não O imaginasse diferente para melhor,
Arriscava dizer aos que O propalam,
O Diabo não faria pior…
Povo Lusitano
Enviado por Povo Lusitano em 02/10/2007
Código do texto: T677587

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Sobre o autor
Povo Lusitano
Portugal, 62 anos
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Povo Lusitano