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A Carta da Arte I

Não tenho medo de morrer
Pois já conheci os meus Ministros
Nesta carta soa o viver
Próximos póstumos são bem quistos

Deixo na vida as palavras e ações
E após a morte, minhas idéias e intenções.
As vontades que quis, e os caminhos que corri,
E o sorriso que deixei daquela hora que parti.

E a arte?
É o que ilustra a vida, te faz bem, e parte...
Afinal? Qual é a musica que não acaba?
Toda musica tem o seu final.
Diferente de uma pintura... Que acaba quando você vira a cara.
E para ouvir a pintura de novo, é só perder fala,
E quando fala uma conclusão já tirou,
Ou teve idéia de uma canção, ou uma lágrima chorou.

O que faz a vida é o agora...
Não é a hora da chegada, nem a hora de ir embora.
Morro aqui, mas vivo o agora...
Meu belo presente de natal.

Tenho pena desta carta,
Pois mais póstuma do que eu, ela haverá de ser.
Cresce os netos e bisnetos,
Sem tempo nem hora para renascer.

E quando chegar um novo nobre poeta,
Cuja manhã o faz enaltecer,
É a hora certa de fazer festa,
Pois um dia vão nos entender!

Salve meus Ministros!

Rodrigo Leal
Enviado por Rodrigo Leal em 03/11/2007
Código do texto: T721625

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Sobre o autor
Rodrigo Leal
Manaus - Amazonas - Brasil, 35 anos
44 textos (3214 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/10/17 00:23)
Rodrigo Leal