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SOLITÁRIO INSONE

Deixem que caiam as lágrimas
Não se precipitem a enxugar
Estão elas, saindo do âmago
O corpo não as pode evitar

Chora desesperado o pobre ser
Na tenacidade da sua avidez
Sozinho já não pode viver
Amá-la já não pode outra vez

O destino impiedoso os separou
Deixando-o mais apaixonado
Quando num sonho, ela o beijou
Com volúpia que jamais havia dado

Insone não vive o ser
O pobre só pensa e não diz
Se acordado não sabe viver
Dormindo é eternamente feliz

Sonhando tudo é prazer
São auges jamais sentidos
É como se ele vivera a morrer
É como se nunca ela houvesse partido.
POETA URBANO
Enviado por POETA URBANO em 05/11/2007
Código do texto: T724415
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
POETA URBANO
Camaçari - Bahia - Brasil, 42 anos
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POETA URBANO