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(ES)CULTURA


Carrego muita solidão comigo
Em meu peito sofro a saudade
Do que era antes de ser transformada
Meus dias são sem nexo
Em face minha amorfa existência.

Minha condição humana
É mera semelhança
Na inspiração que me foi dada
apesar de ser instrumento de valor

Minha arte é bela e única.
Sofredora, díspare, eloqüente
Esculpida estou
Satisfazendo anseios
Ilustrando opiniões de alheios
E vitalizando palavras!

A inércia me cansa
Sendo fruto de trabalho e pensamentos brutos,
Como pedras bem lapidadas
Também fui muito trabalhada
Em face sentimentos inseguros,
De humanos tão desumanos!

Meus pensamentos interrogativos,
De todos os dias,
Fazem-me esquecer as lindas palavras,
Verbos perdidos na multidão
De sentimentos sem nome!

Sou resultado de um sonho
Esculpida, lapidada, trabalhada
Alegrando vidas,
Entalhando utopias,
Na forma bruta d'alma,
Vou criando e satisfazendo paixões
No íntimo dos corações.
Maria Loussa
Enviado por Maria Loussa em 05/11/2007
Reeditado em 16/11/2007
Código do texto: T724570

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Sobre a autora
Maria Loussa
Posse - Goiás - Brasil
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Maria Loussa