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O LACÁIO!

Eu vivo do apetecível
Sem infringir o viável!
Nas espeluncas da vida,
Em cabotagem contínua,
Navego nas periferias
De incansáveis ambições.

Não questiono o revide
Nem revolvo as mazelas.
Sou travesso na decência
Sem macular os padrões:
Sou uma luz mortiça
No fundo do calabouço!

Sou uma mera bijuteria
Em almofadas de lágrimas
Na fina joalharia da vida.
No revezar dos prêmios,
Sou apenas um vil troféu
Na prateleira do verdugo.

Neste mundo narcisista
Sou um magistral lacaio
Servindo a garboso vilão.
Em minha capitulação,
Servil e sem queixumes,
Aplicam-me doridas penas!

Porém... Nada é imutável
No velejar de nossas vidas
À caminho do infinito.
Quem se julga da justiça
A pálpebra...
Será, em breve, um mero...
Joanete!

Da profunda masmorra
A luz do justo ofuscará
O pseudo-reino da terra.
Carótidas em cacoetes:
Secarão o sangue do ímpio
Imolando a sua força vital!

(aa.) S . A. Baracho.
conanbaracho@uol.com.br
Sebastião Antônio Baracho Baracho
Enviado por Sebastião Antônio Baracho Baracho em 17/11/2007
Código do texto: T740757
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Sobre o autor
Sebastião Antônio Baracho Baracho
Coronel Fabriciano - Minas Gerais - Brasil, 80 anos
421 textos (19824 leituras)
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Sebastião Antônio Baracho Baracho