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B2


Às vezes sonho que estou livre
sou a bomba que
solta,
recusa atingir o alvo

Acordo
e no silêncio de alvas pombas
vejo-me em meio ao bombardeio

As horas disparam
O tiro acerta o tempo
e eu, a tempos que me busco,
sou encontrado pela minha bala perdida

Chove lágrimas de verão
Sem capa
deixo-me molhar de culpas
O sol já vai sair
Atiro-me à única munição
leandro Soriano
Enviado por leandro Soriano em 12/01/2006
Código do texto: T97766
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Sobre o autor
leandro Soriano
Santos - São Paulo - Brasil, 59 anos
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leandro Soriano