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Que seja terno enquanto dure

Aquela que chega agora em novo porto:
Que seja eterno o amor que entrega
Ou pelo menos terno enquanto dure*



*que Vinicíus me perdoe
..............


No rastro de Vinícius
clonando Célio Pires)

Ao meu amado tudo entrego
atenta à paixão que me devora
e a ternura que não nego
(Lilipoeta)

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Soneto de fidelidade,de Vinícius de Moraes


De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 19/07/2006
Reeditado em 19/07/2006
Código do texto: T197387

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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