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Chuva de poetrix

IMPARCIAL

Nadar em água fundas
Voar com asas largas
Decidir sabendo contrários

...
MORTE DAS SEDES

Nadar em águas fundas
Beber na fonte que aflora
Matar todas as sedes

...
GENTE

somos a argila mortal
que filosofa com o fogo,
moldada a água e alma

...
INVERTER ÓDIOS

Amar é mais que apego
É inverter ódios.
Unir é anular vinganças

...
TEMPO NO TEMPO

Estou surpreso com o sol
Preso ao ontem
Hoje choveu e já molhou o amanhã

...
COBRA E HISTÓRIA

Cobra escreveu no chão
Seu corpo é a sua lição
Seu veneno sua história

...
BENZENDO

Nuvens desenhando o céu,
filtrando luzes, vazando água.
Chuva benzendo a manhã fria

...
VIDA

Barcos riscando mares
Homens cortando marés
Buscando peixes, tormento. Vida

...
VIVOS

Mulheres vazando gente
Filtrando luzes
Fundição de almas e pó. Vivos

....
ALIMENTO

Rios cavando leitos
Peixes bebendo tudo
Filtrando o mundo. Alimento

...
CORPO

Ossos sustentando almas
Almas portando vida:
Luz, poeira, lição e aprendiz. Corpo.

...
DESTINO

Trens avisando curvas
Mares bebendo rios
Navios em rotas distintas. Destino

...
MORTE

Ruas navegando gente
Chuvas lavando poeira
Vida levando gente. Morte







Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 16/11/2006
Reeditado em 16/11/2006
Código do texto: T292794

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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2 e-livros (236 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 02:37)