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Concretude

viver e morrer
tem o mesmo sabor:
tanto faz carne de primeira ou de segunda

PS: este título já foi usado por mim e por outras pessoas em várias ocasiões. Nem sempre é fácil encontrar palavra que represente o que estamos tentando passar: quer seja para o leitor, quer seja para o próprio texto. O título está para o poema, como o nome está para uma pessoa. É o “registro de nascimento” que carregará para sempre.

A palavra Concretude nos passa a idéia de dureza, dureza absoluta, mas veja que estou falando de vida e morte, dois caminhos que se completam, dois destinos aparentemente abstratos. Alguns dizem ao final da jornada: “mais um dia” outros preferem dizer “menos um dia”. O fato é que estou retratando, já no primeiro verso, um contra ponto muito forte vida/morte, mas no segundo, já afirmo que viver e morrer tem o mesmo sabor, que tudo é a mesma coisa. É assim que eu percebo a vida. É sentindo o seu cheiro, o seu paladar. Por isso, para mim, tanto faz ser uma “carne” de primeira ou de segunda. O gosto depende de cada um, de cada ser enquanto pessoa. Tem algumas criaturas que comem caviar por toda a sua vida, mas no fim, no apagar das luzes, não são capazes de dizer que gosto ele tem.

A escrita nos dá o direito de dizer o que bem entendemos, mas não nos garante que os leitores façam as nossas leituras.

Não é a quantidade de versos que nos diz que o poema é bom ou ruim, mas sim as possibilidades de leituras que ele nos permite fazer. Esta que apresentei, foi a minha leitura. Espero e torço para que você faça outra e que os outros façam outras e mais outras, só assim, vou poder dizer: viva a poesia!!!
Pedro Cardoso DF
Enviado por Pedro Cardoso DF em 30/10/2007
Reeditado em 05/11/2007
Código do texto: T715971
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Pedro Cardoso DF
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 69 anos
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Pedro Cardoso DF