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Crio meu sentimento

Ontem eu vi você. Fiquei tão feliz. Trocamos telefone. Meu celular ficou feliz também. Com você, eu fui completo. Como te gosto!
Hoje, escrevo. Momentos cristalizados que me lembram apenas momentos. Nada de especial. Sigo em frente.
Amanhã: sucessão de ontens que não findam. Permanecem no meu corpo. Quem? Eu mesmo. Sou indeterminado. Clamo ao Deus por misericórdia. Me grito pra sair de mim. Tocar o imaterial. Não consigo me achar.
Agora, vejo; o ontem foi o amanhã de agora. Esperança vã de um dia poder dizer: sou aquele que é. E aí, ver a aurora do dia de forma poética e nostálgica como os poetas fazem.
E então? O que fazer? Sentir na garganta o arranhar de garras afiadas? Quem? Eu, esperança, persistente, vazia.
Portanto? Sei que sei que o tempo de mim me deixa. Me parte. Se vai pra casa. No canto do mundo agonizo. Ventos gélidos me consolam. E depois? Retalho o rosto do poeta sonhador.
existencialista
Enviado por existencialista em 18/01/2006
Reeditado em 20/02/2015
Código do texto: T100300
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
existencialista
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 29 anos
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