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Madrugada

Uma ligeira dormência. Como um bicho quieto e acuado, recolho-me ao canto. As paredes murmuram. Ecoa a dor de meu corpo silenciado pelo medo. Sem palavras, deixo a noite invadir o cárcere conhecido.Tantas madrugadas. Os últimos sons da rua me penetram, misturam-se com as lembranças que  gritam, as palavras que silenciam, os braços trêmulos dos primeiros indícios de inverno... Os últimos sons... O corpo se rende ao cansaço enquanto o presente traduz os sonhos inquietos. Uma ligeira dormência...
Helena Sut
Enviado por Helena Sut em 28/01/2006
Reeditado em 28/01/2006
Código do texto: T104906
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Sobre a autora
Helena Sut
Curitiba - Paraná - Brasil, 47 anos
614 textos (789846 leituras)
2 áudios (1258 audições)
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Helena Sut

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