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Minha primeira prosa poética

Gostara da forma como fizeram-no. Realmente não sentira a menor audácia. Apenas o apreciava. Como peixes mortos apaixonados. Como sóis. Como nuvens. Como seja o que for. Era. Simplesmente era. Gostava daquilo. E queria algo para si. Queria perpetuar aquela espécie. Até então desconhecida. Até então desagradável.
Mas houve quem puxara o gatilho. Um tiro na mente. Um tiro certeiro. Sem chance de escapar. Ainda bem não? ! O fato é que pegara. Em cheio. E cá estava eu. Sentado em frente a uma luz. Branca forte. Ouvindo cérebros. Ouvindo batidas. Estava ouvindo muitas coisas. E ouvia, e fazia. Cada toque, cada som, o semblante se aguçava, a janela se abria e a mente se expandia.
Começou tentando recriar coisas e mais coisas. Nossa! Isso é bem legal. Ele estava gostando do que estava tentando fazer. Estaria eu louco? ! Estaria eu renegando princípios.  Não. Apenas estava tentando. E tudo ia caminhando. Repentinamente a música parou. Silêncio. O semblante não era o mesmo.
Mas, de que importa? De que importam semblantes? De que importam sorrisos. Olhara para a obra e ao mesmo e querido tempo vinha a tão desejada inspiração. Pois o que vem a ser o sorriso? ! O que vem a ser alegria? ! Eu estou alegre! Eu estou atônito! Mas não estou rindo. Mas não se anima o semblante. Penso então. Que esconde o riso? Que esconde a alegria? Apenas me perguntava. E as nuvens passavam e as árvores sorriam.
Continua silêncio. Ninguém responde. Um ímpeto de razão surge em minha mente. Espere um pouco... Eu preciso de dinheiro! Sim, eu preciso. A vida é injusta. Muito injusta. Enfim, a razão se foi. Os dedos não se cansam. E eu continuo aqui. O que surge se reflete em signos. O que se reflete em signos representa idéias. Sim, as mesmas idéias, da arte que vi. Talvez. Ou não. Que importa? ! O ego está de volta. A audácia veio! De que importa tudo? ! Estou interessado no reflexo do que outrora admirava. Era belo. Era magnífico.
Agora estou aqui. Bem rápido. Muito rápido. A cada som... E o que realmente importa. Eu. Sim. Aquele que escreve. Aquele que pensa. Aquele que ouve. Vozes espanholas. Sim! Estou morto! Será? !
Estranho se sente. Não sabe se o fez igual à musa. Se sente inseguro. Mas o fez. E Isso o torna feliz. E isso o gratifica. Está feito. Só falta uma coisa. Dar um fim. Fim.

[NOTA DO AUTOR:Peço que olhem esta obra com olhos mais suaves visto que esta é de fato minha primeira experiência com Prosa poética.Ainda estou aprendendo a lidar com este tipo de texto então,não sejam tão severos comigo...]
Kleiner Teufel
Enviado por Kleiner Teufel em 04/02/2006
Código do texto: T107814

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Sobre o autor
Kleiner Teufel
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 27 anos
27 textos (2194 leituras)
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Kleiner Teufel