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MÃOS

Olho hoje para minhas mãos!
Vejo tristemente as marcas,
Que o tempo impiedoso deixou.
Elas que foram tão lindas, alvas, macias,
Gostavam de lhe dar carinho,
Percorrendo no seu corpo, todos os caminhos...
Ora o fazia carinhosamente,
Logo após...os dedos desobedientes,
Apertavam suas bochechas, orelhas.
Em outros momentos,
Serviram de lenitivo para suas dores,
Massageavam, com amor todo o seu dorso.
Dedos finos e longos, unhas bem feitas,
Mãos que eram ágeis em tudo...para tudo...
Em dado momento,  calmas e serenas.
Quisera eu, ter contabilizado,
Às vezes que  carinhosamente,
Teu rosto másculo afagou.
O prazer que sentiam, quando do teu rosto,
Emanava o calor afogueado.
Isso era só no começo...
Não demorava, para que ficassem agitadas,
Apertando, pressionando num misto,
De euforia de amor e paixão,
Quantas vezes...quase o machucou...
Lembra-se?
Ah...saudade desses momentos,
Quando nossas mãos enlaçadas,
As minhas...tensas e crispadas,
Unhas cravadas na sua...
Como, que em agonia total,
De repente esmoreciam,
Naquele ato final...

12/04/2005
Santos SP




Nadir DOnofrio
Enviado por Nadir DOnofrio em 15/04/2005
Reeditado em 26/04/2011
Código do texto: T11368

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Sobre a autora
Nadir DOnofrio
Santos - São Paulo - Brasil
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