Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Ê vidinha mais ou menos!

É... 2006 chegou e eu continuo aqui, cheia de conflitos, tristezas, mágoas, sonhos e fantasias. Não que a passagem do ano teria o poder de acabar, como mágica, com tudo de ruim, mas sempre alimentamos essa ilusão e dizemos a nós mesmos: "No ano que vem, tudo será diferente. Vou fazer dieta, frequentar a academia, parar de roer unhas, comer comida saudável, parar de cobiçar aquele cara que não me dá bola, blá, blá, blá".
Meu ano começou simplesmente surreal! As baladas de 2005 sumiram como por encanto e foram substituídas por longas horas na frente da tv, pensando em como a minha vidinha mais ou menos poderia piorar. Mas sempre pode piorar! Aliás, esse é um dos meus lemas. Murphy gosta tanto de mim que quando ele morrer, vou virar um caso de possessão crítica. Os eventos vem e vão e eu continuo firme e forte, eu e a fluoxetina, minha mais nova amiga. Vieram festas, aniversários, Rolling Stones, U2 e eu aqui nessa pasmaceira, displicentemente depositada no meu sofá novo com cara de poucos amigos e preguiça no olhar.
E o amor? Ah, o amor... (*suspiro*). Pra mim não passa de mais uma promessa de ano novo. Minha atual situação é de total "fade out". Tô deixando a coisa esfriar, morrer. Não tem mais solução pro meu caso. E você deve estar se perguntando: "Ela não vai fazer absolutamente nada? Vai só ficar no sofá esperando o amor definhar pouco a pouco?". Em parte, sim. Não adianta insistir numa batalha perdida. A solução é levantar acampamento, se recuperar dos ferimentos de guerra e esperar a próxima convocação ao campo de batalha. No quesito amor, posso criar um domínio: www.meucontodefadasviroufilmedeterror.com.br e atualizar diariamente com as pérolas que extraio das conchas constantemente...
Se há uma luz no fim do túnel? Não gosto muito desse termo. Me dá a impressão de que possuo uma ânsia de me agarrar ao primeiro tronco que boiar nesse rio que desagua numa cachoeira de 100 metros. Mas há um pontinho de luz no fundo da floresta, sim. Deve ser uma clareira. Quem sabe eu vá montar acampamento lá e começar a viver ao invés de uma nova batalha, o renascimento de uma linda história de amor?
Kilya Stella
Enviado por Kilya Stella em 21/02/2006
Reeditado em 20/09/2006
Código do texto: T114577
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Kilya Stella
Curitiba - Paraná - Brasil, 42 anos
27 textos (2504 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 14:20)
Kilya Stella