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De parar o sol

De parar o sol essas coisas de encontrar teus olhos sem que me veja na ponta da tua caneta que rabisca um não sei o que de tudo o que é e eu já nem sei mesmo se te quero assim só pela metade. Daí que ouço black music et clássicos jazz y blues perdidos enquanto os fogos explodem minha janela tão negra como um dia eu vi meus sonhos. Talvez o tempo tenha parado nesses apertos do coração todas as noites antes de dormir sonhando teus braços e pernas e olhos e tantas bocas em todos os lugares sem roupa. E que me perdoem os que esperam meu sorriso todos os dias de não achar nada de errado enquanto espero um avião que venha daquele porto perdido entre morros e algumas uvas doces. Ah. Bobagens como sempre. Mas é assim. Se preciso dormir sem pensar teus olhos e se durmo te pensando é que nunca chego ao fim do que eu queria ser e assim não canso de dormir e me perco no dia que já começa depois do meio dia. E que raios o dia faz que não me balança as horas de trabalhar? E ainda assim penso. Como só consigo pensar você tão longe entre outras pernas que não as minhas. E pensei em falar todas as palavras no teu ouvido sussurrando minhas vontades entre lambidas e alguma mordida de leve no teu pensamento. Desacredita tudo porque me falta coragem de te jogar meu corpo sem fingir que não sei de nada durante tanto tempo que fico olhando pros teus olhos tentando descobrir a cor da tua alma. E mais quanto tempo vou esperar alguma letra tua que chame meu nome? Enquanto isso vou ouvindo outras palavras quem sabe turcas de quem me receia só pela carteira e não pela cor do meu cabelo de me querer em troca de camelos que nem sei se são vendidos onde só se compra alho e alguns temperos de cheiro que me dão vontade de você. E sempre você ocupando minhas idas e vindas sem vir. Sem vir. Sem vir. Que saco!
Paula Cury
Enviado por Paula Cury em 25/02/2006
Código do texto: T116030

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Sobre a autora
Paula Cury
São Paulo - São Paulo - Brasil, 47 anos
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Paula Cury