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Despindo-me II

Não quero ser escritora, apesar de que minha estima por mim mesma admiraria tal título. Sou só verdadeira e transparente. Mas não tenho aquela parcial formalidade ao dizer o que sinto. Sou pura nas palavras e nos olhos escuros. O que faço é gritar baixinho... Se meus textos parecerem chatos, pode sair porque eu agora estou ocupada, não me deixando enlouquecer com minhas próprias palavras escritas. Se não querem saber quem sou, me deixem aqui com minha prolixidade. Não quero seu comentário maldoso atingindo o meu silêncio. Animação genuína eu terei quando estiver genuinamente feliz comigo mesma... Não há como não crer nesses meus textos, confissões da minha alma, onde exponho-me devidamente nua. Neles sou viva, surreal, irreverente, apática, autista e contraditória, mas sou eu mesma. Não há quem me agarre em seus braços, compactando-me, adaptando-me à realidade frenética. Já que sou minha carrasca particular, acabo mutilando o meu corpo e mente sem remorso algum, sem qualquer sentido alheio envolvido nessa tortura. Onde está o meu anjo da guarda? Quem vai me colocar no colo, acariciar os meus cachos e beijar meus olhos molhados de lágrimas? Estou entregue e desprendida. Estou de braços abertos no telhado sentindo o vento me balançar e continuo sem medo de cair. Confio em mim mesma, surtindo minha melhor perfomance e valorizando essa coisa de auto-estima. Eu sinto tantas coisas boas, mesmo tendo motivos suficientes para passar pela vida em preto e branco. Os meus valores mudaram-se alguns para que eu volte a saber o que é amar e deixe minha amargura guardada em um canto qualquer inacessível. Torno-me docente e continuo sublimando sempre e cada vez mais.
Kilya Stella
Enviado por Kilya Stella em 27/02/2006
Reeditado em 06/07/2010
Código do texto: T116868

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Sobre a autora
Kilya Stella
Curitiba - Paraná - Brasil, 42 anos
27 textos (2504 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 18:19)
Kilya Stella