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Diário de Uma Loba...

               Diário de uma Loba
Tão pouco tempo faz que o encontrei. E eis-me aqui novamente sozinha. Há muito que procurava aquele que vivia distante dos meus olhos e do meu coração.E agora que o achei – eu o perdi.

Lembro-me dos instantes mágicos que vivemos...Isso foi no passado – ah, quem me dera esquece-lo, jamais direi o quanto chorei por ele. E a imensidão da saudade que sinto.

Procurarei viver – lembranças são para os anciãos. E Eu ainda sou muito jovem nas minhas fantasias e desejos. Alguém me contou que todas as histórias de amor – são iguais.

---, tínhamos vivido a infância e a adolescência num espaço geográfico igual – na linha do Equador. Admirado as mesmas arvores e os mesmos lindos crepúsculos - amado nas mesmas águas, namorado nos mesmos bancos das praças. E talvez até nossos olhares já tenham se cruzado num cotidiano que ficou no passado.

Hoje está mais bonito. Interessante, experiente – sua calma sorridente é para mim o maior toque de sedução.O brilho do seu olhar me fascina – mais do que fosse o garoto que foi meu primeiro namorado.



Flor de Lis se indaga como seria te-lo ao seu lado. Para mima-lo, fazer-lhe todas as vontades até vê-lo gargalhar de felicidade. Ele não sabe disso - talvez nem acredite que uma mulher possa sonhar assim. Lunática serei para ele. Ele diria de uma maneira que é própria dele:- “Você é uma romântica, que vive com o pensamento na Lua”.



Quem será Ela, neste momento da Vida que compartilha com Ele os sonhos, os seus prazeres e as suas emoções – o sabor do mundo?
Sou voz solitária...

Que frase estranha para uma mulher poética -diria alguém que longe observa meu lamento.
Mulher poética colocada à margem da Lembrança.


Se a vida fosse um sombrio calabouço, teríamos que fazer o possível para torná-lo mais cômodo para nele habitar durante um certo tempo. No entanto, como em lugar de um calabouço "temos essa terra tão linda para habitar durante boa parte de um século", por quê não usufruir, do modo mais prazeroso possível, essa estadia?
Eu realizei o ato proibido, devorei a fruta vermelha em minhas mãos e não pensei no depois. Isto o tornou meu estrangeiro de olhos de mar em minha vida. Isto me deu a passagem para invadir as terras estranhas do sentimento, do amor, do desejo de aportar em seus braços para sempre...

Meus trapos de Cinderela são as asas do meu corpo humano demais, apaixonada pele por sua pessoa.
Um estrangeiro invadiu minha vida. É isto. Eu deixei que você me invadisse, me embriagasse de delícias físicas, de amor e sentimento. Talvez a verdade seja que eu passei a ser a estrangeira na terra desconhecida do amor, que até então eu desconhecia. O meu herói, o tempo, esteve sempre me ensinando isto, mas fui péssima aprendiz.
Qunado penso que não te verei jamais, tenho vontade de morrer. Doem-me os olhos por ter chorado tanto...e um peso no coração me faz quase sufocar.
(Fátima Pessoa)
Poética
Enviado por Poética em 12/03/2006
Código do texto: T122058
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Sobre a autora
Poética
João Pessoa - Paraíba - Brasil
39 textos (3223 leituras)
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Poética