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Para que mesmo?!

Há dias onde tudo parece desmoronar, pedaço por pedaço em minha cabeça. Em baixo dos escombros, resta somente meu corpo mais pálido, e nunca visto com tanta vida.
Ouço a solidão batendo na porta, de mãos dadas com o desespero. Me deixo cair nas mesmas brincadeiras sem graças, me levar por esperanças que crio, para apenas ter forças e mais alguns motivos, para abrir os olhos mais um dia, levantar e voltar a caminhar, para um destino que não conheço.
Estou cansada, de não ser necessária, de ser tão descartável, quanto uma lata vazia. Tanto faz se vou ou se fico, não faço falta, nem hoje e nem amanhã.
Luto tanto para que?!
Mensagens de paz, não fazem qualquer sentindo agora. Nem as histórias mais tristes, me comoverão. Estou morrendo mais um dia, estou perdendo mais um ano, e tudo isso para que?!
Sobrevivi a operações, acidentes sérios, acidentes de carro e outras quase mortes que nem mesmo devo ter me dado conta, e para que?!
Não acho que possa estar fazendo qualquer diferença para mim, ou para qualquer outra pessoa, muito longe de fazer qualquer diferença para humanidade. E continuo vivendo, para que mesmo?!
Nada que eu faça dá certo, nunca sou boa o bastantes, mas sempre penso que sou. Não dou valor as pessoas que realmente gostam e me querem bem, e passo os dias sonhando com amores impossíveis.
Estou me defendendo de mim mesma, e defendendo o mundo de mim. É mais fácil afastar quem realmente se importa, para não magoar. Acho que o mais faço, é magoar.
Estou sendo tomada por essa tristeza sem razão, ou com tantas razões diferentes, que não sei dizer exatamente aquela que mais me doí. Tive alguns dias de felicidade, exatamente para sentir o gosto, para nunca dizer que nunca fui feliz, fui... Talvez seja por isso, que a tristeza pareça tão mais amarga.
Amanhã talvez toda essa tristeza passe... E eu esqueça o quanto gostaria de estar morta hoje... Ou algum anjo distraído ouça minha prece, e resolva realizar esse sonhos mórbido que há tempos levo comigo. De terminar logo e sem dor, tudo isso.
Claudia Rayzer
Enviado por Claudia Rayzer em 14/03/2006
Reeditado em 16/10/2008
Código do texto: T123345

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Sobre a autora
Claudia Rayzer
São Vicente - São Paulo - Brasil, 31 anos
139 textos (6846 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 12:56)
Claudia Rayzer