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E NA CALADA DA NOITE...



E NA CALADA DA NOITE...


... e na calada da noite, calmas ou
trêmulas, pensam e oram.

Minha mãe?
É como todas as mães...
Como Nossa Senhora, mãe de Jesus!
Sofrem na calada íntima de seu ser,
no dia-a-dia de suas vidas! Sem reclamar,
anjos no silêncio!
Solitárias no seu sofrer digno, magistral,
florindo com suas lágrimas o jardim de nossas vidas
indignas, inexperientes, egoístas e moleques.
E na calada da noite,
sozinhas, calmas ou trêmulas, pensam e oram,
pedem a Deus por nós, seus filhos,
pela melhor maneira de nos ajudarem!
Rezam com fé sólida, pois sabem que, sem Deus,
não terão forças suficientes, para apaziguar os
percalços surgidos no seio da família. E quando uma
nuvem escura faz teto em seus lares, elas não abatem,
elevam os olhares aos céus, implorando clemência
para os seus familiares, para sua família amenizando
os temores.
Lutam toda uma vida pela família e muitas
vezes não recebem a paga em forma de carinho e
afago. São retribuídas pelo amor extenso, puro e
cristalino com as mãos chagas das decepções, das incompreensões.
Porém,
firmes, convictas, prosseguem caminhando...
Uma milhada do amor familiar para elas já basta,
é um tesouro a recompensar tantos sofrimentos,
tantas amarguras...
somente uma migalha
já basta!

Karuk
Enviado por Karuk em 21/03/2006
Código do texto: T126559
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Sobre o autor
Karuk
São João Del Rei - Minas Gerais - Brasil, 76 anos
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