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RUA SEM SAÍDA

Quantos caminhos não desembocam na calçada arredondada que encerra a intenção primitiva e inicia um ir e vir em mão dupla? Como pensamentos obsessivos, amores reincidentes e palavras viciadas no significado que não dão continuidade à comunicação, vias obstruídas deixam os movimentos lentos e inseguros e interrompem um fluxo novo: uma idéia inaugural, uma inquietação, a descoberta do amor...

Um nome teima em ferir o silêncio, precisa se libertar das grades do pensamento para, exteriorizado, ganhar a realidade de uma recordação, ser a sombra de uma vivência, uma trajetória sinalizada com a sua finitude...

Um novo percurso e novamente o silêncio das calçadas anoitecidas. Um ato falho, uma desatenção, uma esperança realimentada em um novo sinal ou numa falsa direção interrompida num cruzamento de lembranças. O destino parece estar condicionado à rua sem saída. Talvez a sorte se revele como uma metáfora a ser decifrada.

Depois de várias tentativas, parece surgir um rumo não tão definitivo, mas o espectro da rua cerceada surge a cada novo quarteirão. De início, amedronta, depois inspira saudades... O portal dos sonhos não foi encontrado no muro de heras, antes encastelado nas traiçoeiras calçadas ou idealizado na cegueira de um olhar tão marcado de meios e interdições.

Helena Sut
Enviado por Helena Sut em 28/03/2006
Reeditado em 27/11/2006
Código do texto: T129944
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Sobre a autora
Helena Sut
Curitiba - Paraná - Brasil, 47 anos
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Helena Sut

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