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Signo da Ternura

Rosa Pena


Ah! Por desencontros involuntários ou voluntários nossas letras deixaram de se abraçar. Minhas consoantes confessam a falta que sentiram de suas vogais e vice -versa. Palavras incompletas viram quase pontos de interrogação. Ainda que eu não soubesse na hora o tamanho da alegria, digo agora de meus sorrisos enternecidos aos seus vocábulos tão lindos que chegavam dirigidos a mim e me faziam companhia, até virarem uma nova poesia que voava mundo afora.

Nascemos sob o signo da ternura, da inspiração, das amplidões e imensidades que não desistem das asas. Se escolhêssemos rastejar, seríamos os piores rastejantes do mundo, com a memória viva do espaço a nos impedir de ver pedras no chão. Não somos de tropeçar no vulgar e corriqueiro. Nosso ofício é irrenunciável e lindo, é o ofício de navegar com as estrelas. Estamos juntos onde estivermos, pois céu sempre estará no mesmo lugar. Nossos corações moram lá. Não é meu bem?

 
Rosa Pena
Enviado por Rosa Pena em 30/04/2005
Reeditado em 05/12/2013
Código do texto: T13902
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Rosa Pena
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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