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VALSA AO LUAR

Valsa ao Luar ( Valsa de dois corações)

Em pé, aguardo aquele coche que lentamente se aproxima, lindo sereno, como uma rima que se ergue, e ilumina…
  Quatros cavalos lusitanos, brancos como a alma que transportam, deixam a trás de si, um sulco paralelo sobre a relva húmida e fresca, enfim…
  Minhas mãos transpiram, nervos contidos, coração palpitante, olhar brilhante.
  Chegás-te, linda , formosa, vestido longo,  decote generoso. Sobre o teu colo, umas pérolas negras enfeitam os teus seios. Poderia ser uma rosa , uma prosa !!! devaneios…
  Na face duas lanternas brilham, iluminando a chama que tens em ti, na boca sorrisos cantando, ao momento que vivi.
  Mas era noite de Verão, ao lado o Danúbio corria lentamente, despertando um momento calmo de paixão. Sobre as suas águas, dançam as sombras dos Plátanos e choupos, prendendo nos ramos as mágoas, de momentos eternos, quase loucos.
  Silêncio absoluto…Lentamente, vindo do nada, uma música suave nos acalma, e nos convida a dançar… Estendo-te a mão, faço uma vénia ( Minha Dama), e o teu sorriso
fala suave então… Dançar esta valsa contigo vou amar, segura a minha alma, o meu coração.

Alma Lusíada
Enviado por Alma Lusíada em 15/04/2006
Código do texto: T139366
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Sobre o autor
Alma Lusíada
Portugal
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