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"Inevitáveis Momentos Livres" (I.M.L.)

    Por enquanto me sinto preso à sanidade e ainda me preocupo com o necessário; E pra que me preocupar mais que o necessário? Sempre me senti preso em algo mais importante que a própria convivência social, e de relacionamentos medíocres de poucos resultados satisfatórios, algo que nunca soube descrever com clareza, pois esse sentimento sempre foi vazio de expressão e gelado a ponto de congelar meus ânimos e a minha vontade de despertar após uma noite vazia, sem sonhos nem pesadelos, perdi a vontade de colocar o pé direito para fora da cama depois de descobrir que não poderia desperdiçar dias e noites inteiras num vasto ardor do ócio que me prenderia a  uma simplicidade áurea inexplicável.
     Em meus pensamentos mais simples, estão meus desejos e anseios que aos poucos se multiplicam, entre eles não poderia negar esses calafrios e esse desejo incontrolável de voltar à minha infância... Simples, porém completa, sem razões, sem medos ou motivos para cometer os mesmos erros idiotas que vivo cometendo. Poderia querer também uma vida simples em uma casinha pequena num campo limpo, repleto de flores, árvores e animais, mas isto só me motivaria a sentir mais e mais essa solidão.
    Á essas horas devo estar caminhando sobre a linha tênue entre a depressão e a insanidade, sentimentos que para min sempre estiveram de mãos atadas e que por necessidade estiveram sempre presentes em minha "vida feliz" se é que posso chamar assim. Mas pra que me abater mais, refletindo sobre temas tão amedrontadores? Essa pergunta, eu nem me atrevo a responder, e nem mesmo sei a resposta. Pois vou continuar, e continuo nessa incessante caravana de autoperegrinação mental, preferia estar preso a uma caravana planetária, onde viajaria o universo e acharia métodos simples de ostentação da dor.
     Por enquanto prefiro nadar nesse céu infinito de boas lembranças, só lembranças, onde os olhos brilham como estrelas recém-nascidas dando seus primeiros suspiros, e enchendo os pulmões com esse ar de tristeza que envolve este planeta. Olhando daqui de cima (da minha consciência) a terra mais parece uma mancha roxa na tela escura... Sempre em órbita, em paz... Ah! Essa paz, como eu queria tê-la, tê-la em minhas mãos, assim como um livro com um a história rara de romance com um final feliz que eu leria debaixo de uma árvore, banhado numa brisa fina e fresca, e por falar em brisa... Lembrei-me de uma passagem única de um livro qualquer de autor desconhecido que li á algum tempo atrás e que poderia ser perfeitamente um final para min, nessa passagem dizia assim. "(...) Depois de algum tempo me abriguei a uma distancia razoável te todo e qualquer tipo de relação social, concreta ou imaginária, em uma praia de água limpa e doce e residi em uma casa bem mais que simples que tinha como traço mais marcante os meus desejos mais internos (...) Sempre quis ter cortinas beges claras com estampas de flores, que suavemente dançariam a brisa infinita que viria do mar de tristeza e dor que é minha vida”.

Andrey Teixeira. 22/09/05
Andrey Teixeira
Enviado por Andrey Teixeira em 20/04/2006
Reeditado em 20/04/2006
Código do texto: T142430

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Sobre o autor
Andrey Teixeira
Ilha Solteira - São Paulo - Brasil, 28 anos
107 textos (6997 leituras)
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Andrey Teixeira