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" Educação Excludente"


01
Logo após a Independência
Deu-se os primeiros passos
Educação profissional
Na época era um fracasso
Mas nas grandes zonas urbanas
Gente de todas as bandas
Já começava o inchaço
02
O processo migratório
As elites preocupavam
Com a marginalidade
Que as ruas ocupavam
Pra este povo ocioso
Que já era numeroso
Ocupações precisavam
03
Foi ensinado na época
A profissão de ferreiro
Na composição do quadro
Treinou-se pra marceneiro
Mas por pura proteção
Teve segunda intenção
Carpinteiro e serralheiro
04
Os industriais da época
Como também o governo
Não achavam necessário
Para o momento o modelo
Não fizeram muita ação
Para esta decisão
Pra eles era exagero
05
No Brasil houve a fusão
Do índio com português
Da África chegou o negro
Com o encontro dos três
Com tanta adversidade
Fizeram esta maldade
deixar o negro sem vez
06
Ficando o negro excluído
Escola não freqüentar
Esse fato já acena
Que de fora ia ficar
Parte da população
Sem uma educação
Por não poder estudar
07
Essas medidas excludentes
Por muito tempo durou
Quatro séculos se passaram
Mas nada disso mudou
Sós trabalhos manuais
Traços esses culturais
Que a elites adotou
08
Educação no Brasil
Um modelo se adotou
Persistindo um dualismo
Excludente enganador
Tinha a escola do pobre
Outra pra filhos de nobre
Estudar pra ser doutor
09
Educação profissional
Pobre já tinha direito
Aprender a profissão
Fazer trabalho perfeito
Foi esta a educação
Que durou por um tempão
Até mudar seus conceitos
10
A escola para rico
Já tinha nível elevado
A qualidade era outra
Com mestres mais preparados
Para atender as elites
Que ainda hoje existe
Um modelo separado
11
No Brasil estas escolas
Não se ver impressionada
Antes de nossa república
Ser ela pressionada
Bastava ler escrever
Era este o seu dever
Não precisava mais nada
12
Na época o ensino médio
Dava o prosseguimento
Para quem fosse estudar
Galgar outro seguimento
Mas para uma profissão
Não era a sua missão
Mas só em outro momento
13
Mas com a nova república
Surge idéias e pensamentos
Acredita-se no regime
Com novos melhoramentos
Avança o curso primário
Não podia ser contrário
Foi bom esse surgimento
14
Chegaram-se os anos trinta
Não houve avanço real
O ensino profissional
Não era ainda ideal
Só no governo de Vargas
A profissão teve vaga
E um avanço total
15
Nesse período histórico
Após a revolução
O Brasil toma outro rumo
Precisa de formação
De pessoal preparado
Competente e educado
Exercendo a profissão
16
O SENAI entrou em sena
O SENAC avançou
Juntos as escolas técnicas
Qualificar começou
Ensinando a profissão
Cumprindo sua missão
Seu papel desempenhou
17
A industria precisava
Aumentar a produção
Seu quadro estava carente
De gente com profissão
Para tocar a jornada
Era uma luta travada
Na sua organização
18
Termina a segunda guerra
O povo se questionou
As elites abaladas
No rumo se tomou
Com avanço democrático
Esse modelo mais prático
Fez o povo ter valor
19
Surge oportunidade
Para aqueles mais carentes
A escola prioriza
Um primário mais urgente
Tomou-se esta decisão
Foi esta uma grande ação
Pra atender nossa gente
20
Escola pra formação
De novos profissionais
A industria pressiona
A cada dia quer mais
O governo de repente
Foi enérgico e mais urgente
Para não ficar pra traz
21
Nos governos militares
Modernizar tinha pressa
A escola acomodada
A crítica em cima sai dessa
O elitismo passou
Nosso Brasil avançou
Sai da frente vamos nessa
22
Cinco meia nove dois
Foi a lei que introduziu
Primeiro grau de oito anos
Na história do Brasil
O segundo grau com três
Foi coisa que ninguém fez
Mas o governo incluiu
23
A mesma lei obrigou
Em nossa educação
O ensino profissional
Como uma obrigação
Pois o Brasil precisava
A industria desejava
De gente com profissão
24
Assim a lei impediu
A secular tradição
Que antes não obrigava
Ensinar a profissão
Mas agora vinculava
Todo processo passava
Por esta legislação
25
Quem não ensinava o técnico
Tratou de se adequar
Cumprindo a legislação
Procurou se enquadrar
Mesmo de contra vontade
Ensino sem qualidade
Mas teve de ensinar
26
Mesmo a lei sendo cumprida
Houve as contradições
Em parte banalizou-se
Por falta de condições
Não havia orçamento
Para este investimento
Foi grande a decepção
27
Grande parte revoltou-se
Com esta obrigação
Começando um fracasso
Foi grande a badalação
Foi essa lei revogada
Na história estar gravada
Nos anais da educação
28
Foi “reforma da Reforma”
O nome do movimento
Livrando a obrigação
Que dava constrangimento
Aqueles que estudava
Mas profissão não pensava
Fazer naquele momento
29
Na prática essas medidas
A escola liberou
De qualificar alunos
Com profissão sem valor
Qual diferencia fazia
Se o aluno não queria
Quanto mais o professor
30
O tempo passou ligeiro
Tem nova constituição
Surgindo uma nova lei
Com outra legislação
Que vigora no sistema
Diminuiu tais problemas
Da nossa educação



AUTOR:
//Anízio, em 23/06/2006
www.aniziosantos.recantodasletras.com.br







Azsantos
Enviado por Azsantos em 25/04/2006
Reeditado em 20/09/2011
Código do texto: T144873
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Azsantos
Campina Grande - Paraíba - Brasil
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