Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

TÃO SOMENTE SÓ

O toque nu, frio e imutável da solidão retarda meu
sono.Eu sinto a ausência da uma voz briguenta que
seja, mas que seja uma vez solidária.Vejo as luzes
brilharem no horizonte, luzes que se acompanham, es-
trelas e astros enamorados, um lume que faz renascer
no pensamento o desejo de receber novamente aquele
amor repartido entre carinhos.É fria a voz única do
vazio, e tardia quando pronunciada a sua presença.Pois sou um tímido arrogante, que partiu das flores artificiais para as dores que singram lágrimas de arrependimento. Sou assim, um fraco coração buscandoum futuro ao lado apenas de um olhar compreensível e de um sorriso de esperança. A solidão me faz repensar a noite, seus segredos e suas paixões. Sua música distante e seus medos infantis. É pouco o sono para
tantos sonhos impossíveis, porque do possível partiu
a música que me deixou sozinho. Que seja pelo menos
uma solidão inspiradora, que me traga versos, múl-
tiplos versos alegres, para um poema digno de uma
festa embalada por uma multidão de poetas solitários.
Porque a solidão de um, faz. na reunião de todos, um universo de afetividade lírica.
Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 26/04/2006
Reeditado em 26/04/2006
Código do texto: T145567
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Jose Carlos Cavalcante
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
732 textos (54101 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 15:27)
Jose Carlos Cavalcante