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Depoimento de um Suicída

O pilantra do escrivão
Com tanta pergunta me encheu,
Mas nem uma bala decente
Aquele safado me me deu
Então aqui eu estou
Bem Vivo pra te atazanar
Com a cópia do BO
Pra você apreciar

(E)= Escrivão
(A)= Autor =(eu)
 
(E)Tá doendo?

(A)Não vou negar
Dói mais que dor de ouvido
Em dia frio

(E)Tá sofrendo?

(A)Não nego não
Sofro mais que cachorro
Em noite de São João

(E)Tá pensando nela?

(A)Quando tô dormindo?
Acho que não
Só quando tô acordado.

(E)Tá se recuperando?

(A)Claro que tô
Agora a pouco
O revolver no meu ouvido
Não falho E a bala não disparô?

(E)Tá com raiva dela?

(A)Tô não, depois
Que vi o filme de Mel Gibson
Sobre Jesus e torci pra judiar mais...
Minha raiva até passô Seu Dotô...
 
(E)Tá querendo dizê algo pra ela?

(A)Só queria dizer que ela tinha razão,
Porque nem eu sabia que eu tinha
Tanta  coisa tão ruim dentro de mim.

(E)Tá querendo Agradecer?
 
(A)Tô sim.  Muito Obrigado
Quem sabe essa bala nova
Que o senhô me deu,
Vou pode continuar.
Zoiudo
Enviado por Zoiudo em 01/05/2006
Código do texto: T148250
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Sobre o autor
Zoiudo
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 60 anos
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Zoiudo