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"DESTA VEZ, NA CAMA"


Do meu lado, um travesseiro frio,
dois criados mudos...que não me
contam nada; abro o guarda roupa,
com um lado vazio.
abro uma garrafa de vinho, quero 
embriagar-me...mas a consciência
não deixa, pois só aumentaria a
saudade; eu quero gritar, no meio
daquela madrugada...mas penso.
Gritar por quem...gritar porque...
se ela não me escutaria; volto pro
meu quarto, e encontro a cama fria,
os lençois sedosos e macios, e uma 
cama vazia; eu não tenho coragem
nem vontade de deitar.
E a madrugada vai acabando, e vai
amanhecendo o dia.
O dia passa, e só saudades dela, e
novamente a noite vem, e começa
outra vez a minha agonia; de repente
ouço a campainha tocar, olho pelo 
olho mágico, e sou tomado por uma
imensa alegria, abro a porta e corro
para me abraçar com ela, e sou tomado 
por um surto de choro; e nos seus 
braços eu choro feito uma criança,
e ela me consola, e nos beijamos ali 
mesmo na varanda; sem ao menos 
lembrar, das suas malas, que estavam 
ali no chão; tomo-a nos meus braços,
entro e com o pé fecho a porta, e sem
perguntas nos amamos, ali mesmo no
tapete da sala.
E só depois de nos amarmos, nos
lembramos das suas coisas lá fora, e
logo depois de recolhê-las, novamente
o nosso amor recomeçou, mas desta
vez, na cama.
Antonio Hugo
Enviado por Antonio Hugo em 04/05/2006
Código do texto: T150149
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Antonio Hugo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 59 anos
3870 textos (257187 leituras)
185 áudios (36330 audições)
9 e-livros (7402 leituras)
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