Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

até que um guará nobre...

Alguns, como tu, arriscam um olhar cinico sobre a alegria desdenhada.

"Fabricam" razões, escondem precalços e vivem felizes nos deslizes em que camufluam a realidade.

Impertinentes são os suspiros onde guardam o segredo de tudo o que pensam e ocultam.

Como razão da moral publica, aglutinam palavras e clamam razões nos factos desprotegidos de evidência.

Assim sobrevivem, no substantivo muito próprio, como se a realidade não se descortinasse, pesem os vazios criados e os factos renegados.

Neste mundo, onde os imediatos nem sempre são clarividentes, não há dificuldade que não assimile o "natural" como verdadeiro.

...E porque a vontade é natural, de nada valem os
"metamorfoseadores" do tipo psicológico que tornam a positiva na negativa.

Todos sabemos que o exacto é falsificável e que a mentira é um carrasco que degola a verdade, os sentimentos, os destinos, a causa comum.

(...até que um guará nobre se eleve e penitencie para
 absolvição da traição desmedida.)

 
João Videira Santos
Enviado por João Videira Santos em 11/05/2006
Reeditado em 11/05/2006
Código do texto: T154144

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (João Videira Santos). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
João Videira Santos
Lisboa - Lisboa - Portugal
233 textos (16636 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 18:39)
João Videira Santos