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O PERFUME DA ROSA


Ao retirarmos as pedras que eventualmente surgiram nos caminhos que inconscientemente queríamos percorrer e conscientemente não o fizemos, deveríamos, ao invés de bani-las de nosso alcance, juntá-las em algum cantinho; alhures alguém poderá estar necessitando delas para reforçar a base de sua edificação ou até mesmo ornamentar seu jardim.

Ao cortarmos as árvores ou arbustos reconhecidamente espinhosos, que ora ou outrora impediram de prosseguirmos nossa caminhada, seja em busca do “tudo” ou à procura do “nada”, não devemos deixar de lembrar que estamos agredindo a natureza. Deveríamos, em vez de agirmos assim, mantermos o equilíbrio natural e em seu lugar plantarmos outra árvore ou arbusto. Poderíamos, quem sabe, plantar uma roseira, lembrando apenas que, apesar de sua beleza estética e do perfume inebriante de sua flor, de seu caule também brotam espinhos, e que esses espinhos poderão nos ferir algum dia, desde que não saibamos cuidar deles com carinho.

Por fim, se entendermos que não deveremos afastá-los do nosso caminho, de forma discriminada, então deveremos mantê-los intactos, até porque eles são nossos velhos conhecidos, e também por que é sabido que o perfume da rosa tende sempre a amenizar a dor provocada pelo furor de seus espinhos.



Germano Correia da Silva
Enviado por Germano Correia da Silva em 21/05/2006
Reeditado em 29/07/2007
Código do texto: T160094
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Germano Correia da Silva
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Germano Correia da Silva

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