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Trancada

Estou me fechando...
Esperando que o tempo apague todas as feridas e lembranças, que em silêncio várias vezes me assombram.
Sozinha, a espera de nada, e de ninguém. Não doí, não me importa, não abala... Eu simplemente passo, vou seguindo, estou sem freio, nessa curva, 150 km/h...
Sem chances de voltar atrás, e nem mesmo quero, não me arrependo. Na verdade, no fundo, até mesmo gostaria de ter algo para me arrepender.
Sou maluca, sem rumo, sem destino, sem dono... Não me incomoda, se você vai, se você volta. E eu sempre vou estar aqui,de braços aberto, acho que isso é o que mais te incomoda, não importa o que você faça, eu não vou dar bola.
Você acha que me conhece, você supõe que eu seja assim mesmo, sem certezas, sem razões. Sou pior que você, exatamente por te abalar, e te encarar nos olhos, sem siquer piscar. Sou teu melhor desafio, no jogo que não me importa mais. Ao contrário que você pensa, já não tem mais graça desputar com você, e nem com ninguém.
Eu sou rainha soborena do meu vazio, vivendo como quero, sem medo de fazer feio, não devo, pelo menos não para aqueles que se importam com o que eu faço da minha vida.
Claudia Rayzer
Enviado por Claudia Rayzer em 22/05/2006
Reeditado em 17/04/2007
Código do texto: T161047

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Sobre a autora
Claudia Rayzer
São Vicente - São Paulo - Brasil, 31 anos
139 textos (6846 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 16:13)
Claudia Rayzer