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Fonte de Lágrimas

Quarta-feira, Maio 24, 2006


Fonte de Lágrimas


Estou doente, tenho um mal mortal, um câncer corroendo minha mente, meu corpo começa a falhar e já não posso ver atraves de seus olhos. Cinzas, milhares de tons de cinzas compreendem o expectro de minha memória. O passado torna-se sombrio diante de tais fatos. Estou doente, sou doente, um doente mental preso nas amarras do passado, um passado luminoso, que torna-me agora uma criatura vil aos meus próprios olhos.A minha doença? Doença mental acompanhada de tristeza. Pelo menos é assim que ela é chamada pelos outros. Não me sinto doente, sou triste? Sim, tem algum problema com a tristeza? Eu não, me sinto tão bem.Veja como é bela a luz violácea desse céu melancólico que cobre nossas cabeças. Estou sentado às margens de um regato de cinzas, para onde correm todas as pragas, dez pragas que um tirano lançou sobre a terra do sol, devota de Rá. Tirano que disse: Obedeçam ao senhor, mas não se fez conhecer, sim um tirano, ou não, ou realmente uma presença perfeita, usada por manipuladores querendo se tornar soberanos dos ignorantes.Estaremos realmente no fim? Aproxima-se a batalha do Armagedon ou ainda temos chance? Sinto-me tão mal. Sinto-me no meio de um tiroteio entre criaturas divinas, ou seria divinizadas? Voltando a mim, voltando a minha doença, não, não vá embora, deixe tudo de lado, mas não nos deixe sem você.O que é isso? Por que fazem isso? Seria inveja? Seria realmente quem pensamos ser? Ouça! Por que? Vamos responda. Estou sozinho, nesse momento estou compleatmente só. Rodando, rodando rodando. Tenho o mundo ao meu redor, não consigo parar. Estou parado. Pensando! Pensando! Pensando!Juntando minhas lágrimas às lágrimas de gaia. Quando descobriremos que fomos longe demais. Ambição desmedida, pretensão. Pretensão minha, que não faço nada a não ser chorar lágrimas de crocodilo por um mundo que a cada instante ajudo a destruir. Destruir! Destruir! Destruir! Destruir! Será que não somos capazes de nada além disso? Tudo o que fizemos resume-se a isso. Mesmo quando construimos algo destruimos um mundo por trás disso. Girando! Girando! Girando!Estamos doente, não estou só, vivemos em um mundo que adoecemos por nossas próprias mãos, doentes de uma doença... uma doença que corroí. Armas nucleares capazes de nos mandar, literalmente para o espaço, armas quimicas que matam em instantes, armas biologicas, a vida contra a vida ... Um exército contra inocentes, pedras contra balas, bombas contra flores, gases contra orações...Girando! Girando! Girando! Girando! Girando!Tudo se repete, a cada instante, a cada era, não aprendemos com os erros do passado. Não. Destruir! Destruir! Destruir! Destruir! Destruir!"Quem me derá ao menos uma vez acreditar por um instante em tudo que existe, acreditar que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes."Escrever, escrever, escrever... pelo menos assim posso chorar sem lançar minhas lágrimas pelo ralo, pelo menos assim posso acreditar que mais alguém vai saber o que estou pensando.A cada momento que vivo nesse mundo escroto percebo que nossos montros são mais humanos que os humanos. E pretendo mostrar isso, não sei quando, mas sei como, e já comecei, só não sei em quanto tempo farei, nem se terei tempo, afinal estamos cada vez mais perto de nossa destruição.Comecei falando da melancolia que domina minha'lma. mas não consegui falar de mim, simplesmente, por isso usei meus oculos para mostrar o meu mundo a vocês. Não riam de mim, chorem comigo, mas chorem de cabeça erguida, tentemos fazer algo, não só chorar, cada um com suas próprias mãos vamos lutar, quem sabe ainda conseguimos nos salvar.
Julien Mayfair
Enviado por Julien Mayfair em 31/05/2006
Código do texto: T166965
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Sobre o autor
Julien Mayfair
Goiânia - Goiás - Brasil
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