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Cristiane

Manhã cinzenta de Outono
Gotas de chuva caem sobre o teto do carro
Nada me inspira!
Sinto uma necessidade imensa de recorrer ao papel, que, solitário
Aguarda ansiosamente as carícias de sábias palavras
A chuva se intensifica.
Os vidros embaçam e não mais vejo o dia cinzento.
Fecham-se as cortinas do mundo externo
E o ego, já saliente, acusa um vazio insustentável de solidão.
Os pensamentos colidem-se e as viagens não cessam
Busco no nada, a fonte de inspiração para o extraordinário;
Todavia, até o momento, nada me inspira!
A chuva se acalma.
Reduz seu gemido como se quisesse ouvir o óbvio
Mas o coração persiste.
Uma fonte qualquer de histórias e desejos
Não seria uma forte aliada.
Penso então, na vida.
A vida própria, alheia, irrequieta... mas, nada!
Recorro ao passado, ao presente e ao incerto...
Em vão, vago por temas, sentimentos e até mentiras
Que minha Índole abomina por mascarar minhas vontades;
Mas, até agora, nada me inspira!
A chuva desanima de vez... cessa.
Os vidros do carro desembaçam
E no céu, as nuvens carregadas de ódio, ausentam-se.
O sol fulgurante tilinta a alma
E na iminência de sua aparição, lembro-me do amor.
Sinto um manancial de emoções aflorar em cada poro de meu corpo.
Descubro então, o óbvio, que a companheira chuva tentara me mostrar.
Inspiro-me com fonte de gloriosas recordações
Deste nobre hóspede do peito.
A inspiração acontece, corre, viaja, intensifica-se;
Quebra barreiras e não mais cessa.
Para sempre lembrar-me-ei daquele dia em que conheci
A musa dos meus sonhos
E, que agora
É magnífica fonte de inspiração para meus versos
E caminho certo às minhas andanças em busca da felicidade.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 13/06/2006
Reeditado em 21/07/2006
Código do texto: T174736

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Sobre o autor
Cesar Poletto
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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Cesar Poletto

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