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EPIDEMIA DE FELICIDADE!

Acordar de manhã, sentir o sol entrando quarto adentro, convidando para o começar de um novo dia, olhar pela janela, sentir que a vida lá fora, se faz presente, no presente de sentir, ouvir os pássaros cantando, as crianças correndo, os beija flores beijando as flores de uma linda manhã de primavera.

Aconchegar num abraço, o sorriso de um filho que chega pedindo colo, carinho, tomar um café quentinho, sentir a energia positiva e a certeza, que hoje o dia, vai ser muito bom!

Pensar nas pessoas que gostamos, lembrar das carícias, juras, promessas, nas combinações que fazemos a beça. Lembrar das brigas, beicinhos, perdas e vitórias de jogos de amor. Lembrar das brincadeiras, das alegrias, das vontades, da atenção, do beijar a alma, do falar besteiras.

É uma sensação gostosa, vida-filhos-amor, tripé de uma felicidade!

Nesse momento e somente nesse momento, consigo esquecer as maldades das pessoas que maltratam  os animais, crueldades entre pessoas, de pais machucando seus próprios filhos, esqueço o descontentamento com a hipocrisia humama, esqueço de sentir tristeza, mas, não uma ponta de vergonha por sentir que existi ainda, crianças com fome, trabalho escravo, pessoas totalmente desprovidas de tudo, tentando sobreviver de um quase nada, descrentes, dessa felicidade que sei existir, que gosto e preciso continuar sentindo.

Meu coração hoje acordou cristalino, leve, puro, envolvido de uma alegria mágica. Naquele momento, imaginava, que tudo e todos poderiam estar usufruindo a mesma felicidade, que tudo e todos pudessem ter bondade, amor sincero, abraço de amizade, sorrisos que aproximam.

Desejei então, que a minha felicidade, se transformasse num vírus, não um vírus qualquer, um que fosse assim, muito virulento, disseminasse rápido, intensamente, cruzasse as fronteiras da crueldade, das ganâncias, do poder impróprio, deixasse abatido à traição, a desatenção, dizimasse com a indiferença nas diferenças entre raças, entre o rico e o pobre.

Desejei, que o amor que sentia no peito, como um vírus, ganhasse as ruas, as cidades, paises, continentes e que numa manhã de um outro dia qualquer, quando  acordasse com o sol entrando no meu quarto, um filho abraçando, um amor do lado, não precisasse mais sentir, uma ponta de vergonha se quer, por tanta felicidade!

paulo cesar coelho
Enviado por paulo cesar coelho em 16/06/2006
Reeditado em 16/06/2006
Código do texto: T176556

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Sobre o autor
paulo cesar coelho
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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