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O Galo Mimoso

Do Oiapoque ao Chuí
ninguém uviu falá
istóra máis marcante
qui a qui vô lhes contá:

Sucedeu há muito tempo
no sertão do Seridó,
terra de cabra macho
quinem todos de Caicó.

P’ru ironia do distino
o nomi dele era Mimoso,
máis de manso num tinha nada
apois quiera valente e foigoso.

Muito franzino de corpo
máis ligêro de pernas e asa
muita gente ele enxotava
de vorta pra suas casa.

De suas proeza
seu Véi César se encantava
e dona Formosa, feliz,
num sabia se ria ô chorava.

Nenhum bicho ô gente
cum ele tinha vêis,
apois o penudo era fio
de galo carijó e galinha pedrês.

Seu Juca, Vaca Véia,
Marreta e Besourão,
sempre assustados, gritavam:
prende o galo, Torrão!

Amorosa, paciente, acudia
Pegóba, que aguniado isclamava:
Num tenho medo de assombração
e muito meno de alma penada!

Máis veio um dia um falatoro
qui a todos ismoreceu:
Minha gente!, Mimoso sumiu!
foi cumido por Zé Bedêu.


NOTA DO AUTOR:
História baseada em fatos reais. Acreditem!
Robério Matos
Enviado por Robério Matos em 18/06/2006
Código do texto: T178040

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Sobre o autor
Robério Matos
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 64 anos
73 textos (3372 leituras)
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Robério Matos